Sistema para caixa eletrônico bancário

Durante a minha graduação a cada final de semestre tínhamos que apresentar um seminário com do PIM (Projeto Integrado Multidisciplinar). Um projeto que envolve todas as matérias, em resumo é um TCC semestral, onde tínhamos que desenvolver um trabalho com tema pré-definido.

O tema que nos foi proposto foi, um Sistema para caixa eletrônico bancário, onde fizemos a documentação e desenvolvemos esse sistema, o sistema foi feito em linguagem C e tinha as principais operações de um caixa comum, verificação de usuários, depósito, saque, e referenciarias.

Este trabalho foi feito para a Universidade Paulista (UNIP) e foi referente ao PIM do segundo semestre do curso de Analise e Desenvolvimento de Software da turma de 2014 do campus norte.

Alunos responsáveis:

DIOGO MUNIZ SANTOS BARRETO
FERNANDO ROCHA
FELIPE DOS ANJOS ALMEIDA
LUIZ HENRIQUE
WILLIAN MARQUES DIAS

 

RESUMO

Desenvolver um sistema de gerenciamento de transações bancárias usando técnicas de programação C e conhecimentos de infra-estrutura física e lógica, adquiridos durante este semestre. Tais como lógica de programação, topologias de rede, protocolos, portas de entrada e saída, matemática financeira e engenharia de software.

Palavras-chave: Infra-Estrutura, Linguagem C, Protocolos, Redes, Terminal.

I Introdução

O terminal tem como finalidade fornecer a todos os usuários que possuam credenciais válidas ações básicas de um sistema de caixa bancário eletrônico, tais como saques, depósitos, consultas e transferências através de um sistema seguro e amigável.

II . DESENVOLVIMENTO

2.1 A Arte do Caixa Eletrônico
2.1.1 O que é ?

Um Caixa Automático, Caixa Eletrônico ou ATM – do inglês Automatic Teller Machine – nada mais é que um meio criado pelos bancos para facilitar as transações bancárias, no caixa automático o cliente é responsável por toda a operação dessa maneira os custos de transação das ATMs são mais baratos do que aqueles realizados na boca do caixa.

Em um caixa automático completo, podem-se emitir cédulas, imprimir extratos, efetuar depósitos e transferências e outros serviços como, pagamentos de contas, contratarem serviços e etc. Sua operação é controlada por um microprocessador, mas algumas tarefas, como a identificação de um cliente, a verificação do saldo de uma conta e a emissão de instruções para praticas transações são realizadas através de uma conexão de cabos por um computador localizado na central da empresa administradora do caixa.

Os caixas eletrônicos são compostos por: Tela, Botões, Leitor do Cartão, Teclado, Impressora, Emissor de dinheiro, Alto-falante, Ranhura para efetuar o depósito, Microprocessador, Cartão Controlador e Compartimento para o dinheiro.

Atualmente os terminais utilizam Windows XP como sistema operacional, porém, como a Microsoft deixou de dar suporte a esse sistema, muitos bancos estão migrando para o Windows 7, o que em alguns bancos mais antigos, como por exemplo alguns dos EUA, pois, o equipamento não é compatível para utilizar essa versão do Windows. Alguns bancos hoje já adotam o uso de sistema operacional livre, ou seja, que não precisa pagar por licença, por exemplo o Banco do Brasil, que no final do ano de 2007 começaram a migrar o sistema operacional, e a Caixa Econômica Federal, ambos utilizam hoje o Linux em seus terminais de caixa eletrônicos.

Até os anos 60 os caixas eletrônicos utilizavam para realizar a tarefas requeridas pelo usuários, cupons ou fichas, com o passar do tempo a tecnologia utilizada nos caixas foram evoluindo e possibilitou o uso de cartões magnéticos e cartões inteligentes.

Cartões Inteligentes

Um cartão inteligente contém um chip de circuito integrado que lhe fornece capacidade computacional e memória. A informação que o cartão contém está protegida por avançados dispositivos de segurança. Um cartão inteligente de contato é utilizado inserindo-o num leitor em que as superfícies de contato do cartão unem a conectores elétricos, o que possibilita a transferência da informação.

São Compostos por: contato, chip, cola, suporte de plástico e corpo do cartão.

Cartões de fitas magnéticas

Os cartões de crédito, de caixas automáticos e de acesso operam por maio de uma fita magnética em seu verso com cerca de 200 bytes de informação. Cada bit de informação aparece na fita como um par de domínios magnéticos. Um par de domínios que apontam na mesma direção representa um “0”; os que apontam em direções opostas representam um “1”.

São compostos por: Fita magnética (Bit de informação armazenada, Domínio), Núcleo de ferro, Bobina e Impulsos de Corrente.

2.1.2 Como Funciona

O usuário ao inserir o cartão no caixa eletrônico, será feita uma leitura do contato do cartão no qual possui as informações da conta do usuário armazenadas na tarja magnética. Após realizada a leitura, o leitor transmite ao processador do caixa eletrônico que irá realizar o processamento desses dados e verificar a autenticação do usuário mediante uma senha pessoa, para liberar o acesso a máquina.

Realizada a autenticação do usuário, o caixa irá conectar-se á um servidor do banco por meio de uma linha telefônica, será o servidor que irá autorizar ou não o uso do usuário, se sim, será executada tarefas que o usuário irá passar, como sacar, depositar, exibir extratos e etc, e conforme for executando as tarefas, irá atualizando as informações da conta do usuário no servidor, como valores, datas, senhas e etc.

2.1.3 História

Os primeiros caixas eletrônicos foram criados na década de 30, mas o sistema só ficou eficiente e seguro nos anos 60, mais precisamente no dia 27 de junho de 1967, pela empresa britânica De La Ruee foi instalado num bairro no norte da Grande Londres pelo banco britânico Barclays, ao qual inaugurou o primeiro ATM, sigla pela qual o equipamento é internacionalmente conhecido e que significa Automated Teller Machine (ou “máquina de caixa automático”). O ATM permitia retirar dinheiro e verifiquem o balanço de suas contas bancárias sem a necessidade de um funcionário do banco.

NO BRASIL

Na década de 80, mais precisamente em julho de 1983, Curitiba ganhou o primeiro posto do Banco 24 Horas. O Banco Eletrônico Itaú e o Bradesco Instantâneo já vinham funcionando desde 1981 e 1982, respectivamente, em outras praças. Mas foi o surgimento da rede de quiosques alaranjados – formada por uma sociedade de grandes bancos brasileiros – que popularizou o auto-atendimento bancário no Brasil.

Nas últimas décadas, dois fatores influenciaram de forma relevante a arquitetura bancária brasileira: tecnologia e segurança.

Sob a luz da tecnologia, a automação bancária brasileira ganhou força a partir da década de 60, quando os serviços administrativos do interior das agências começaram a ser informatizados. Na década de 70 ocorreram as primeiras experiências de instalação de agências on-line. A década de 80 marcou o início do auto-atendimento bancário com os terminais de caixa on-line e terminais de clientes oferecendo saldos e extratos de conta corrente, todas feitas em tempo real. Instituía-se o conceito de cliente do banco em lugar do cliente de uma agência. Durante a década de 90 consolidaram-se três tipos de automação bancária: automação de agências (terminais de caixa), auto-atendimento (ATM) e homebanking(sucedido pela Internet com a popularização da internet na década de 1990).

Com tudo isso, todo esse avanço tecnológico, percebesse que o setor financeiro teve um grande avanço, e com a automação das agências o serviço bancário ficou mais eficiente e rápido, pois aos poucos o conceito de “fila” foi mudando, já que as pessoas deixaram que ficar em uma fila no banco por até 2h (duas horas) e decidiram ceder a tecnologia e gastar menos tempo, utilizando os caixas de auto-atendimento para realizarem suas tarefas bancárias.

2.2 FUNCIONAMENTO DO SISTEMA

2.2.1 O sistema

O sistema foi desenvolvido para utilizá-lo em caixas automáticos. Possui funções de operações bancárias, como por exemplo, sacar e depositar, e conta com funções de autenticação de usuário, para manter a segurança no acesso do mesmo.

2.2.2 Funções do sistema

2.2.2.1 Verificação de Usuário e Segurança

O sistema possui uma verificação de usuário, onde ele busca o CPF ou CNPJ do usuário, para verificar se o usuário possui conta bancária cadastrada, se no processe de verificação for encontrado cadastro, o sistema exibirá as funções de operação bancária, caso não encontre, será apresentada uma mensagem ao usuário para verificar com a agência bancária se ele possui conta cadastrada.

Possui também verificação de bloqueio de conta, onde o sistema faz uma busca através do CPF/CNPJ digitado pelo usuário, e verificar se há algum bloqueio na conta, se houver, o sistema apresentará uma mensagem ao usuário informando que a conta está bloqueada, e não permite o acesso ao menu de operações.

Se o usuário possuir conta bancária, o sistema irá pedir que digite a senha da conta, para que possa realizar o login, caso digite a senha mais que três vezes incorreta, a conta será bloqueada, caso contrário, se ele digitar corretamente a senha, será exibido o menu com as opções para realizar as operações bancárias.

Imagem 1 – Verificação de Usuário
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Imagem 2 – Menu de Operações
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2.2.2.2 Depositar

A função depositar permite que o usuário deposite valores em sua conta, ou seja, armazene uma quantia de dinheiro em sua conta bancária. O sistema informará ao usuário para que digite o valor que será depositado, e logo após digitar o valor e a senha, que será requisitada para realizar a autenticação, o sistema irá processar as informações e armazenará os valores.

O valor digitado será armazenado em um arquivo reservado apenas para valores depositados e em outro arquivo que conterá todo o histórico das operações. Esses arquivos estarão dentro de uma pasta no diretório do servidor do banco, por exemplo, do banco Bradesco, Itaú, Santander e etc.

2.2.2.3 Sacar

A função sacar permite que o usuário saque valores de sua conta, ou seja, retirar uma quantidade de dinheiro de sua conta bancária. O sistema informará ao usuário para que digite o valor que será sacado, e logo após digitar o valor e a senha, que será requisitada para realizar a autenticação, o sistema irá processar as informações e armazená-las.

O valor digitado será armazenado em um arquivo reservado apenas para valores sacados e em outro arquivo que conterá todo o histórico das operações. Esses arquivos estarão dentro de uma pasta no diretório do servidor do banco, por exemplo, do banco Bradesco, Itaú, Santander e etc.

Imagem 4 – Sacar Valor
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2.2.2.4 Consultar Saldo

A função consultar saldo permite que o usuário visualize o valor de saldo de sua conta, ou seja, quanto que há de dinheiro em sua conta. O sistema informará ao usuário para digitar a senha, para realizar a autenticação, com isso o sistema informará ao usuário o valor disponível em as conta.

Para exibir o saldo da conta, o sistema irá calcular a soma de todos os valores depositados, cujas informações serão buscadas no arquivo de depósitos, que estará no servidor do banco. Também realizará a soma de todos os valores sacados, cujas informações estarão contidas no arquivo, e também a soma de todos os valores das transferências, cujas informações estarão contidas no arquivo de transferências dentro do mesmo diretório dos arquivos de depósitos e de saques. Logo após será realizado o cálculo do saldo, onde será somado os valores de débitos (saques) e transferências, e subtraído do valor de Crédito. Para podermos compreender de forma mais explicita, abaixo segue a fórmula do cálculo.

Saldo = Depósitos – (Saques + Transferências)

Imagem – Consulta de Saldo
imagem-5-consultar-saldo

2.2.2.4 Consultar Extrato

A função consultar extrato permite o usuário visualizar um histórico das operações realizadas em sua conta, onde conterá informações dessas operações realizadas, são essas informações: data, horário, valor, origem (podendo ser D- débito, C- crédito, Ttransferência).

Também realizará uma consulta de saldo e informará ao usuário o saldo da conta bancária dele.

Imagem 5 – Consultar de Extrato
imagem-6-consultar-extrato

2.2.2.4 Transferência

O sistema disponibilizará ao usuário a possibilidade de realizar transferência de valores. O usuário terá que informar o valor que será transferido, a conta, agência e o banco, com esses dados o sistema enviará ao servidor, que ao receber descontará da conta e passar ao banco o pedido, pelo qual darão procedimento de realizar a transferência.

2.2.3 Funcionamento

2.2.3.1 Como Funciona

O sistema opera de forma fácil e eficiente, visando sempre a necessidade do usuário e suprir a dificuldades do mesmo. O sistema tem uma tela inicial, onde informará ao usuário algumas informações, dentre elas, requisitará que digite o CPF, que está substituindo o uso do cartão por motivo acadêmicos, mas que pode poderá ser utilizado caso haja necessidade de um terminal de auto atendimento.

Após o usuário informar o CPF, o sistema irá verificar se realmente existe a conta, se existir dará continuidade na operação, verificando se há algum bloqueio na conta ou se está disponível, caso contrário, informará que a conta é inexistente e para verificar com a agencia bancária ou tentar novamente, e exibirá um menu com duas opções, onde o usuário poderá escolher encerrar ou tentar novamente, desta forma o sistema irá direcioná-lo para a tela inicial, independente a opção que escolher.

Realizando a verificação com sucesso, e o usuário possuir cadastro, o sistema exibirá a tela com o menu das operações bancárias, onde apresentará opções, cada uma com um número, e o usuário informará o número da respectiva operação selecionada. Com isso, o sistema irá processar essa informação e direcionará para realizar a operação desejada.

Ao executar a operação, o sistema exibirá duas opções ao usuário, onde ele poderá escolher realizar outra operação (sim), que nesse caso, será direcionado novamente ao menu de operações, ou finalizar (não), onde será direcionado a tela inicial.

Na ilustração informada logo abaixo, poderemos ter uma melhor compreensão do funcionamento do sistema, e perceber de forma objetivas seus processos.

Imagem 7 – Fluxograma do sistema
imagem-7-fluxograma-do-sistema

Todo o restante do conteúdo pode ser acessando no link s seguir!

TEORICO: SISTEMA PARA CAIXA ELETRÔNICO BANCÁRIO

PRÁTICO: SISTEMA EM LINGUAGEM C

 

 

 

 

 

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